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Casa dos Açores

19.ª SEMANA CULTURAL AÇORIANA EM WINNIPEG

Reportagem: Paulo Jorge Cabral (Texto) – Tony Soares (Fotografias) – 10.NOV.2019

Com iniciativa da Casa dos Açores de Winnipeg, e com o tema “Açores: Palco de Tradições” realizou-se em Winnipeg de 3 de 10 de Novembro a XIX (19.ª) Semana Cultural Açoriana.

Com início no dia 3 de novembro, a cerimónia de abertura, contou com a presença de Paulo Jorge Cabral, Cônsul de Portugal em Winnipeg, vários dirigentes associativos e religiosos, entre eles encontravam-se o Presidente da Banda Lira de Fátima, Luís Dias, Maria do Carmo Cabral, Presidente da Liga Solidária da Mulher Portuguesa de Manitoba, Fátima Carreio, Presidente da Direção da Associação Portuguesa de Manitoba, Pedro Correia, Presidente ado Núcleo da Liga dos Combatentes por Portugal, Padre André Lico e Irmã Karina Ribeiro, representantes da Paróquia da Imaculada Conceição, Paulo Bergantim, Diretor da LusoCanTv, Cally Correia, Diretora do Jornal “O Mundial”, Tony Soares e Fátima Sousa da CSPV e João Cardoso do Programa de Radio da CKJS.

Após as palavras de boas-vindas por João Cardoso, Presidente da Assembleia Geral, intervenção de João Paulo Melo, Presidente da Direção da Casa dos Açores e de José Santos, coordenador deste evento, o Cônsul de Portugal em Manitoba, Paulo Jorge Cabral, que apresentou saudações em nome do governo de Portugal, falou do contributo da Casa dos Açores na manutenção da cultura e tradições portuguesas nesta cidade, terminando abrindo oficialmente as festividades da Semana Cultural dos Açores em Winnipeg.

Após os hinos nacionais de Portugal, Canadá, e o da Região Autónoma dos Açores pela Banda Lira de Fátima, continuando com um excelente concerto, atuaram os grupos folclóricos da Casa dos Açores, cançonetista local João Pimentel, o Grupo de Cantares Regionais “Amigos da Farra”.

Segunda-feira (4), atuou o Grupo Folclórico “Ondas Azuis” da Casa dos Açores, seguindo-se uma palestra sobre o folclore Açoriano por José Santos, aonde à maneira que era explicado a forma de dançar, as danças eram apresentadas por membros dos grupos folclóricos da “casa” e da audiência. O serão terminou com a atuação do artista local Hermano Silva.
Terça-feira (5), noite dedicada aos Combatentes, atuou o grupo juvenil da Casa dos Açores “Ilhas de Bruma”, seguindo-se de uma apresentação “power-point” sobre os Combatentes, a cargo de Sally Correia, que serviu de mestre-de-cerimónias. Antes de finalizar o evento Pedro Correia, Presidente do Núcleo de Winnipeg, presenteou a João Paulo Melo e José Santos, respetivamente Presidente da Casa dos Açores e Coordenador da Semana Cultural com uma placa comemorativa. Paulo Cabral, Cônsul de Portugal em Manitoba, na sua alocução destacou o contributo dos Combatentes nas comunidades de estão inseridas, e no apoio que prestam aos seus camaradas, que por motivos de “mazelas” da guerra, sofrem de problemas físicos e mentais, e muitos deles ainda vivem nas ruas do nosso país.

Terminou salientando o empenhamento do governo de Portugal em resolver muitos assuntos relacionados com os ex-combatentes.

O serão terminou com a atuação dos cançonetistas locais, Luís Salsa e João Pimentel.

Na quarta-feira, dia 6, atuaram o grupo de músicas tradicionais “Amigos da Farra” e O cancionista Hermano Silva. Neste dia foi servido a ementa do cardápio que é servido nas tradicionais sextas-feiras na Casa dos Açores.
Na quinta-feira, dia 7, dia designado à prova gastronómica, o evento começou com a degustação de várias iguarias da ementa regional Açoriana, terminando com uma atuação muito sólida do multifacetado artista Terceirense Victor Santos, presentemente radicado nos Estados Unidos. O serão terminou com a atuação do grupo de violas e cantares “Trio das Ilhas” composto por Victor Santos e os músicos Emanuel Coelho, vindo da Terceira e Carlos Sousa, vindo de São Miguel. Nesta atuação foi prestado um tributo a José da Lata, de seu nome José Martins Pereira, nascido nas Cinco Ribeiras em 1898 foi um pastor de gado bravo, manobrador de touros nas corridas à corda, que se notabilizou como cantador e improvisador popular. Uma das personalidades que mais marcaram a cultura popular da ilha Terceira no século XX, era um extraordinário animador de festas populares, particularmente como cantador de Reises e do Rancho de matança, peças típicas do folclore terceirense, e como tocador de viola-da-terra.
Sexta-feira (8) e Sábado (9) foram os dias dedicados ao Festival de Cantigas ao Desafio com Folia, Pezinho, Cantigas ao Desafio, Velhas e Desgarradas. Para este cartaz José Santos, Presidente da Associação de Cantadores e Tocadores ao Desafio dos Açores, e Coordenador da Semana Cultural reuniu os improvisadores, o mui conceituado artista português Augusto Canário, que se fez acompanhar pela cantadeira Cristiana Antunes, vindos do Continente português, dos Açores deslocaram-se, Rui Santos, Hélder Pereira, Carlos Sousa, José Esteves, Vasco Daniel, dos Estados Unidos, Victor Santos, António Arruda, João Pavão, ambos de Winnipeg e José Santos (Açores/Winnipeg).

Nos instrumentos musicais, salientamos a presença diretamente dos Açores os mui conceituados músicos Emanuel Coelho (Terceira, Açores) e Carlos Sousa (São Miguel, Açores) e o tocador local Henrique Braga.

Ambos os cartazes, este ano com muita assistência, consistiram com Folia, Pezinho, Cantigas ao Desafio, Velhas e Desgarradas, terminaram com as tradicionais Cantigas ao Desafio (Desgarradas) por Augusto Canário e Cristina Antunes, que fez em Winnipeg a sua estreia internacional.
Domingo, dia 10 foi celebrada missa na Igreja da Imaculada Conceição em memória dos sócios falecidos.

Pelas 15 horas e 30 minutos deu-se início ao programa de encerramento da semana cultural com as tradicionais Sopas do Espírito Santo, confecionadas e servidas pelos voluntários da Casa dos Açores.

Presidiu a este almoço de encerramento, Paulo Jorge Cabral, Cônsul de Portugal em Manitoba, Vivian Santos, Vereadora Municipal da cidade de Winnipeg, José Santos, Coordenador da Semana Cultural, Maria do Carmo Cabral, Presidente da Liga Solidária da Liga da Mulher, Luís Dias, Presidente da Banda Filarmónica Lira de Fátima, Pedro Correia, Presidente do Núcleo de Winnipeg da Liga dos Combatentes, Filipe Alves, Presidente da Casa do Minho de Winnipeg e muitos representantes de firmas patrocinadores e órgãos de comunicação social.

Após as boas-vindas pelo Presidente da Direção, João Paulo Melo, a primeira parte de entretenimento contou com a atuação do conceituado artista Victor Santos, seguindo-se a exibição dos grupos folclóricos da Casa dos Açores, Rancho “Alegria” da Associação Portuguesa, Rancho “Tradicionais” da Casa do Minho, Grupo Folclórico “Pérolas da Nossa Banda” e atuação da Banda Lira de Fátima sob a regência da maestrina Maria Dias Carreira.

Atuaram os cancionistas da nossa comunidades Hermano Silva, João Pimentel e Luís Salsa.

Neste dia também houve cantoria, alusiva ao Dia de São Martinho, festa que também se festeja nesta época, e que contou com a participação do “repentista” Augusto Canário.

João Paulo Melo, Presidente da Casa dos Açores, depois de obsequiar placas comemorativas aos convidados e ao coordenador da semana cultural, em breves palavras agradeceu a presença de todos, e de um modo especial agradeceu a todos os voluntários, setor por setor, os quais fizeram possível para o bom sucesso deste evento.

O evento foi oficialmente encerrado pelo Cônsul de Portugal em Manitoba, Paulo Jorge Cabral, que enalteceu o acontecimento, frisando que a Semana Cultural é um dos eventos de maior relevo cultural na comunidade portuguesa de Manitoba. “Foi uma amostra de cultura, tradições e gastronomia que envolveu participantes do continente português, ilhas e de todas as associações comunitárias de Winnipeg.

Antes da atuação dos artistas convidados Augusto Canário e Cristiana Antunes que encerrou o evento com uma atuação brilhantíssima, desde a canção popular à “desgarrada”, decorreu o sorteio de uma viagem a Portugal a partir de Toronto, oferta da Azores Airlines.

Durante toda a semana esteve patente uma exposição cultural da autoria de Geraldina Sousa e, Maria Dias a qual foi muito elogiada por aqueles que frequentaram a Casa dos Açores.