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FESTA DOS SANTOS POPULARES NO PARQUE DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE MANITOBA

Reportagem: Agostinho Bairos (Texto) - Paulo Jorge Cabral (Fotografias)

Apesar da chuva intensa, que flagelou a província durante o fim de semana de 28 e 29 de Junho e inundou os campos e as ruas do parque, a festa em honra dos santos populares foi realizada com muita fé e alegria.

O recinto de convívio e as ruas encontravam-se decorados e iluminados. As crianças, jovens e adultos celebravam cada qual à sua maneira. O cheiro da sardinha assada e do frango no churrasco permeava o ar ao mesmo tempo que o som da música popular. Era tempo de festa e nem o vento nem a chuva puderam impedir que Santo António, São João e São Pedro fossem homenageados uma vez mais nestas paragens longínquas do Canadá.

Na Sexta à noite, por todo o lado, se notavam as preparações e a dedicação dos voluntários que oferecem muitas horas de trabalho para que tudo esteja pronto para a festa.

No Sábado um grupo de jovens futebolistas de várias origens étnicas pareciam contagiados com a febre do mundial e conseguiram completar o jogo antes da chuva começar a cair e inundar o relvado. Durante a refeição que lhes foi servida um dos organizadores comentou que estava encantado com as instalações e qualidade do parque e a manutenção do relvado onde o decorreu a jogo.
 
Este ano a direção da APM convidou o já conhecido e muito apreciado artista, Tony Silveira, para vir abrilhantar o programa recreativo das festas. No Sábado à noite o Tony, com Carlos Caetano também de Toronto e o nosso Paulo Raulino, ofereceu-nos umas horas bastante agradáveis com boa música e algumas anedotas mais picantes do que o tempero da saborosa comida.

A chuva continuava a cair mas mesmo assim muitas pessoas desafiaram o mau tempo e vieram para o recinto da festa. Muitos perguntavam: Será que vai haver fogo? Felizmente o tempo melhorou e o Paulo Raulino, encarregado da montagem do fogo-de-artifício, usou o recinto acimentado do campo de jogos para resolver o problema. Poucos minutos antes das 11 da noite o fogo principiou e todo o mundo veio assistir ao espetáculo que se tornou uma das maiores atrações da festa, não só para as famílias do parque mas também para os visitantes, incluindo da vizinha Vila de St. Laurent.

E lá veio o Domingo ainda mais chuvoso que a véspera. Primeiro chegou o autocarro cheio de pessoas, algumas já idosas, que, sabiamente, preferem este meio de transporte. O Rev. Padre André Lico veio de carro, debaixo de chuva contínua, para celebrar a Missa da Festa. Enquanto esperávamos por ele, ensaiámos os cânticos para missa e cantámos alguns dos mais populares entre o povo lusitano. A chegada da celebrante foi marcada com uma salva de palmas. Em frente do palco, convertido em altar, os embaixadores do Pavilhão de Portugal e alguns membros dos ranchos, em trajes regionais, aguardavam o início da celebração mas foram as crianças vestidas de anjo e as três, representando os santos populares, que mais nos cativaram. Embora o vento forte atirasse rajadas de água para o local do encontro, a fé foi mais forte e, como um grande família unida pelos laços da amizade e tradições centenárias, provámos uma vez mais que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Terminada a missa não pude ser realizada a tradicional procissão pelas ruas do parque mas o convívio continuou com almoço no qual tomaram parte: o pessoal do autocarro; os membros da comissão do parque e dirigentes da APM; os convidados, entre eles o cônsul honorário, Paulo Cabral e esposa, o Sr. Padre Lico, a irmã Vânia, a Gabi; Dona Jucelinda Guerra do Mundial; o Sr. Luis Dias, presidente da Banda e esposa. O Rancho Infantil da Associação e o Juventude apresentaram algumas das danças do seu reportório e em seguida continuou o programa com o Tony Silveira e a sua banda.

Consta-nos que o autocarro, ainda no parque, ficou entalado na lama durante mais de uma hora até que, graças à ajuda de vários operadores e máquinas, consegui finalmente arrancar e voltar à cidade.

Estas foram, sem dúvida, as festas mais molhadas dos Santos Populares mas mesmo assim aconteceram e deixam-nos belas recordações. Bem haja a dedicação e persistência dos organizadores e voluntários da comissão, da cozinha, do bar, do churrasco, das decorações, da parte religiosa, da música, do folclore, do fogo, do desporto, etc. Enquanto o espírito português continuar presente nestas paragens, os santos populares nunca serão esquecidos.