ROMARIA EM WINNIPEG MANTÉM TRADIÇÃO QUARESMAL MICAELENSE

Reportagem de Paulo Jorge Cabral – Fotografias Cortesia de Carlos Sousa (C.S.P.V) - 08.ABRIL.2017

Depois de várias semanas de preparação, e na manhã primaveril do passado dia 8 de abril, com temperaturas já apropriadas para a época, o “Rancho” de Romeiros da Paróquia da Imaculada Conceição fez-se à estrada, percorrendo o percurso habitual que os levou da Igreja Matriz da Imaculada Conceição até às igrejas paroquiais de Santa Teresa, no West St. Paul, Santo António, São José, São Pedro, Cemitério Assunção, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, São Paulo “O Apóstolo”, Santo Eduardo “O Confessor”, Catedral de Santa Maria, Santo Rosário, Catedral de São Bonifácio Missionários da Caridade, Espírito Santo, Santo André, e finalmente regressando no final da tarde à Imaculada Conceição, aonde participaram na eucaristia.

Este percurso de oração, fé e reflexão, cumpre assim uma tradição quaresmal Micaelense com primórdios no século XVI, e sem exceção para os romeiros de Winnipeg liderado pelo mestre António Costa, coadjuvado pelo contramestre Jacinto Pacheco, lembrador de Almas, José Simão e procurador de almas José Reis, participaram este ano mais de seis dezenas de irmãos romeiros mais as três pessoas da Santíssima Trindade, trajados a rigor com o tradicional xaile, lenço, bordão, saco de alimentos e terço.

Em São Miguel, durante a semana em que estão na estrada, os romeiros dormem em casas particulares ou em salões paroquiais, devendo iniciar a caminhada antes do amanhecer e entrar nas localidades logo a seguir ao por do sol, e cumprem um percurso, sempre com mar pela esquerda, passando pelo maior número possível de igrejas e ermidas da Ilha.
As romarias são "um retiro espiritual", durante o qual os romeiros procuram "uma ligação próxima com Deus e um tempo de aprofundar a fraternidade".
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